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Dr. Ademir Júnior
Médico Tricologista (Especialista em Cabelos)
Autor dos Livros:
"Socorro, estou ficando careca" e "É outono para meus cabelos"
www.ademirjr.com.br –
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Tel (11) 3864-3967
Parte 1: Queda por Estresse
Você, profissional, deve sempre ouvir queixas de clientes que chegam ao salão/estética/clínica, reclamando de perda de cabelos. Sendo uma queixa cada vez mais comum, salientamos que diversos pontos sobre o tema precisam ser lembrados e reforçados.
Em primeiro lugar o profissional da beleza deve estar ciente de que existe um conjunto enorme de motivos para quedas capilares. Como médico, estudioso do assunto, vou citar apenas um dos livros sobre o tema, o do Dr Dawber, sem tradução para o português, que consta de aproxiadamente 600 páginas apresentando doenças dos cabelos e couro cabeludo. A grande maioria delas associadas à queda capilar. Parece muito? E é muito. Simplificar a queda de cabelos é algo complicado em função deste enorme número de doenças ou situações que a desencadeiam.
Mesmo assim, há alguns tipos de quedas de cabelos que são mais frequentes. E sobre elas faremos alguns comentários em uma série de textos que publicaremos aqui.
Sem sombra de dúvidas, o maior causador de quedas capilares é o estresse. Situações estressantes de curta duração em geral promovem quedas capilares de curta duração. Estresses persistentes ou recorrentes podem fazer com que as quedas durem mais, ou seja, se cronifiquem ou perpetuem.
Mas que tipo de estresse pode causar queda de cabelo? Na verdade qualquer tipo de estresse. Desde um estresse psíquico, como uma situação problemática em um relacionamento, na família, no trabalho, uma perda etc, até mesmo estresses físicos. Como físicos entendemos: gripes fortes, fraturas, pós-cirúrgicos, pós-partos, anemias, má alimentação, entre outros.
Perguntar sobre estes tipos de estresses para quem perde cabelos é fundamental para começar a entender mais sobre o problema do cliente. Se de repente ele não relaciona a queda a nenhum tipo de estresse, outras causas precisam ser pesquisadas antes que seja tarde.
Quando o estresse é causa de queda, reconhecê-lo é fundamental. É por isto que colher a história do problema que aflige aos pacientes é tão importante na medicina e em outras especialidades da área de saúde e beleza.
Uma dica é saber que a queda por estresse costuma ser dispersa por todo o couro cabeludo. Raramente é localizada, como em casos de alopecia areata (trataremos deste problema em um outro texto desta série). Outros sinais clínicos como irritação, coceira, caspa nem sempre estão presentes. Em geral, se a queda foi causada por um estresse pontual, uma gripe forte por exemplo, os cabelos podem ficar em média 2 a 5 meses em queda. Esta por sua vez poderá desaparecer sem nenhum tratamento. Se a queda dura mais que 5 meses uma pesquisa mais importante deverá ser feita. E excluir outras causas será fundamental.
Como quedas capilares costumam acompanhar uma baixa importante da auto-estima, reforço a importância de procurar ajuda o quanto antes. Mesmo que seja uma queda que por si só será resolvida, o aconselhamento profissional por parte do especialista garante segurança e tranquilidade para o paciente.
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